quinta-feira, 28 de abril de 2011

Personalidades que influenciaram a cultura afro-descendente no Brasil

A luta pela liberdade racial do povo africano vem desde o século passado, com o território africano sendo subjulgado e os povos sendo massacrados e obrigados a se submeterem as autoridades européias, sofrendo desde humilhações a assassinatos e mutilações. Em 1857, antes mesmo de W.E.Dubois nascer, o povo africano sofria com o segregacionismo, pois negros que viviam na América do Norte foram considerados como “negros com existência inferior e subordinados”, não podendo ser considerados como cidadãos. Em 1870, surgiu a Liga Branca, que constituía na união dos membros da Klu Klux Klan, formados por veteranos do exército confederado que se organizaram numa campanha contra os negros. Posteriormente, em 1909, nasce o Movimento Niagra, que havia surgido em 1905 liderado por W.E.Dubois, intelectual negro, uniu-se aos brancos reformadores, fundando a National Association for the Advancement of Colored People (NAACP), que viria a ser uma das mais influentes organizações de direitos civis no mundo. Dubois foi um filósofo, sociólogo e ativista político a favor do povo africano. Foi muiot perseguido nos Estados Unidos, e foi convidado por Kwame N’Krumah para participar da Enciclopédia Africana em Gana. Iniciou em 1909 o movimento africano Pan-Africanismo ( O pan-africanismo é uma ideologia que propõe a união de todos os povos de África como forma de potenciar a voz do continente no contexto internacional. Relativamente popular entre as elites africanas ao longo das lutas pela independência da segunda metade do século XX, em parte responsável pelo surgimento da Organização de Unidade Africana) e editou um livro em português intitulado “A alma da gente Negra”.

W.E. Dubois






Aimé David Fernand Césaire


Nascido em 1913, em território francês se coloca como oposicionista nato contra a dominação francesa em relação a África, pois muda-se para Martinica, onde se identifica com a luta do povo africano contra a dominação européia. Em 1946, o político Césaire seria o relator da lei que elevava à categoria de Departamentos Franceses várias das suas colônias ultramarinas.
Em 1950, funda, em Paris, a revista "Presences Africaines "(Presença Africana), onde publica "Discurso sobre o colonialismo ", tecendo uma dura crítica ao colonialismo e ao racismo europeu, comparando-os ao nazismo, e conclamando os intelectuais europeus a se manifestarem sobre o assunto. Teve sua luta reconhecida, até pelo então presidente francês Nicolay Sarkozy, que o intitulou “homem de ação”, e “portador de uma mensagem de paz, de tolerância e abertura”.









Kwame N’Krumah

Nascido em 1909, em Bucareste, Romênia, foi um dos fundadores do Pan-Africanismo, trabalhou muito no processo político de descolonização da África.Quando Gana foi considerado independente, foi declarado primeiro ministro e foi-lhe atribuído o prêmio Lênin da Paz. Estava na conferência da criação da OUA,em 23 de Maio de 1963, cujo objetivo era manter a unidade e solidariedade entre os estados africados e lutar pela independência dos países ainda sob domínio colonial e o apartheid. Nesse dia ficou estabelecido que seria considerado anualmente, todo dia 25 de Maio, o dia da África, assinado por vários chefes de estado. Em 1966 Gana sofreu um duro golpe militar, apoiado pelo Reino Unido, e N’Krumah se exilou na Guiné, e nunca mais voltou a Gana, morrendo em 1972.

Como as ações dessas personalidades influenciaram a cultura afro-descendente no Brasil

Quando o povo africano se viu subjulgado, não seria de se imaginar que lutassem contra a submissão e as humilhações a que eram vítimas. Grandes nomes contribuíram para o acirramento das lutas pela liberdade política, contra a dominação européia e principalmente, contra o preconceito. Nomes ilustres, que brilharam nessa luta como representante desse povo tão sofrido e sem apoio algum.
A Klu Klux Klan ainda tem suas raízes nos países europeus, porém escondidos sob penas de prisões e ataques de simpatizantes da cultura afros. A idéia de se imaginar que há ainda quem ouse se dirigir com ofensas para alguém apenas por julgá-la pela cor da pele é hoje em dia para nós repugnante, porém, no século passado, os negros sequer eram considerados cidadãos. A luta pela democracia para todos já é centenária e ganha adeptos cada vez mais. O mundo hoje é mestiço, mulato, todos temos raízes diferentes, interaciais, culturas, biótipos que precisam ser preservados e primcipalmente respeitados. E isso começa com um movimento político centralizado, o qual lutava N’Krumah, Cesairé e Dubois. A influência e o discernimento desses homens conduziram muitas pessoas a se juntarem a organizações que apoiavam o direito dos negros como cidadãos, merecedores de direitos iguais a todos os homens. A redemocratização no Brasil, principalmente após a segunda guerra mundial, embora não se deva esquecer da abolição da escravatura em 1888. Pregavam que a cor das pessoas não as julgava, e sim as condenava e suscitou o povo a pensar sobre seus atos. Suas lutas não foram em vão e fizeram com que as lutas não acabassem e chegassem até hoje, como o surgimento da política de cotas para negros em faculdades federais, na igualdade de salários, a igualdade total.
Também, tivemos nosso próprio e austero representante dessa luta tão gloriosa, um nato representante das Artes, Abdias do Nascimento, que fundou em 1944 o Theatro Experimental do Negro, que buscava dinamizar a consciência do negro, e combater a discriminação racial. Infelizmente a luta parece estar longe de se acabar. Daí a importância da conscientização, da redemocratização, das políticas de inclusão e de punição para quem ainda, indiscriminadamente, comete o preconceito racial.









Abdias do Nascimento

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